Sinto mais perto o fechar dos olhos,
o calar da voz, o silêncio, o fechar do livro...
Sinto o descompasso do último suspiro,
o descanso, o martírio...
Sinto atravessar a ponte do desconhecido,
a vertigem, o paraíso...
Sinto o sangue que se esgota,
O meu corpo infecto que o parasita olha
Sinto aos poucos ir, por ser já tarde
Sinto que demora, o que já tá perto
Sinto o choro dos afetos
Sinto a cruz das minhas horas
Sinto que termina o que me apavora.
Adriana Duarte
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
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