segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O som das palavras

Ás vezes o silêncio basta e as
palavras não diferem tanto do olhar.
Mas quase sempre o silêncio ganha tantas
dimensões que se torna necessário dizê-las
em sonoridades, para que não somente
poucos as ouçam mas muitos as compreendam.
Calar se torna necessário quando sabemos que
nossos atos dizem tanto quanto nossas palavras,
mas mesmo assim, é preciso a oralidade dos verbos,
a junção das palavras.
Quantas vezes nos calamos diante de gestos que mereciam
mais que uma só vogal, mais que uma só palavra.
Falar a língua dos nossos desejos, a boca das nossas vontades,
expressar, gritar, verbalizar...
Antes que o calar da covardia nos canse os sonhos e nos esconda
da nossa verdadeira face.


Adriana Duarte

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