Infectou-me o veneno do ciúme,
quando a coléra tomou-me o peito.
E ocupada assim, me tornei deserto,
no desabafo de algums instantes.
Ferindo a minha amada com a língua em chamas
Lancei-me então nas trevas da agônia.
E sustentada pelo remorso estou agora,
ao lado dos vermes que habitam minha memória
Fiz amarga assim minha poesia,
quando pari a maldita criação.
Adriana Duarte.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
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